terça-feira, 31 de maio de 2011

Desabafo...

Noite de domingo, dia 01 de maio. Enquanto eu terminava de me arrumar para ir ao culto, olhava o facebook e me deparei com a noticia do falecimento do meu queridíssimo amigo de faculdade, Raphäel, sendo compartilhada pelos colegas. Foi um choque muito grande receber aquela notícia.... Os dias que se passaram na sequência foram muito longos e doloridos... Esperamos 5 dias pelo velório para podermos nos despedir do nosso amigo. E foi com muita dor e muitas lágrimas que o vimos pela última vez.

A última vez que eu vi o Raphä com vida foi há dois anos atrás. Me lembro como se fosse hoje da nossa conversa naquele táxi, saindo de uma festa da facul... Ele, tão mudado... Tão tranquilo... Falando que tinha descoberto o amor.. A mulher da vida dele... E foi o nome dela a última palavra que ele disse antes de cair em sono eterno.  


A morte do Raphä me mudou muito. Me fez pensar e repensar muitas coisas na minha vida. Me fez lembrar de todas as vezes que eu vi o número do telefone dele gravado no meu celular, da vontade que me dava de ligar, mas sempre pensava "pra dizer o que? 'Oi, como vc tá, to com saudade'? Ahh, quando tiver algo pra falar, eu ligo." Eu devia ter ligado pra dizer aquele 'Oi, como vc ta, to com saudade' porque eu nunca mais vou poder dizer isso à ele.
Fico pensando nas vezes que eu tive oportunidade de falar com ele sobre o meu Senhor, de como Ele mudou minha vida e das maravilhas que me fez, e de como é fácil provar desse amor, e não o fiz.


É como se agora o tal do "carpe diem" fizesse sentido.

Sabe, são pequenas coisas que deixamos de lado que fazem falta na hora que nos deparamos com o irremediável.

Minha cabeça é só um monte de questionamentos sobre a humanidade-Deus, a morte, a vida, a morte eterna, a vida eterna, céu, inferno, dia do juízo final, etc, etc, etc.... Estou tentando arrumar toda essa confusão qeu se criou...

Só sei que não vou mais deixar para amanhã o que posso falar/fazer hoje.  

É, eu sei! Isso é muito piegas! Mas não me importo em ser piegas! Me importo em não mais me arrepender pelo que não fiz! Porque a dor é muito maior e impossível de se mudar!
Decidi que vou viver ainda mais intensamente. Vou viver ao máximo minha família, meus amigos, meu trabalho... A vida é uma só e eu não quero mais perder nada!

Do Raphäel, o que fica é o sorriso largo, as piadinhas, as palavras trocadas, o olhar, o abraço de amigo.
É o seu dom maior, relembrado por absolutamente todos ao redor de seu caixão: sua alegria.



Esse poema escrevi nho dia do velório:

Saudade? Não, mais que isso...

Oh, que dor!
Dor alucinante!
Dor que não quer deixar você partir!
Não vai não, amigo... Fica aqui...
Se você for, quem vai nos fazer sorrir?
Mas se tem que ir, tudo bem..
Mas não deixarei que se vá sem antes me ouvir
E tudo o que eu preciso dizer
É que seu lugar sempre foi aqui
E que o seu lugar será sempre seu
E o seu sorriso será sempre nosso
E a nossa alegria será sempre sua.
Você leva um pedaço de todos nós,
E nós, ainda temos você!
Então, meu amigo... Vá!
Mas saiba que sempre estará aqui. Sempre!




 

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