sexta-feira, 6 de agosto de 2010

1986 Quantos anos mesmo?


Me lembro como se fosse hj!
Já era noite na Tijuca. Eu tinha 7 anos, mas minha mãe disse: "se te perguntarem, diz que vc tem 8!". O Rafa tinha 8 e não precisaria mentir para entrar no hospital. Que raiva!
Alguns segundos depois uma enfermeira pergutou e menti! Feliz! Afinal, foi a 1ª vez que me recordo ter permissão para tal ato!
Subimos o elevador. Entramos num imenso quarto.
- Mãe, porque tá tudo escuro?
- É para não incomodar o bebê!
O quarto parecia tão grande...
Lá longe, muito longe, havia um berço de acrílico, que, na minha inocência infantil,  pensei ser de vidro. E lá dentro havia, numa trouxinha rosa, minha prima.
- O nome dela é Cláudia! - disse minha tia, com cara de muito cansada.
- Uau! - disse eu, encantada!
Adorava ir para a casa da minha tia só pra ficar perto do bebê. Na verdade, minha intenção era brincar de boneca com ela! Isso sim!
Mas o bebê foi crescendo. E eu também. Que droga! Não consigo parar o tempo!
Minha "boneca" acabou se tornando minha melhor amiga. Fazíamos absolutamente tudo juntas! Brincadeiras infindáveis de Barbie e banhos de espuma (de sabão em pó misturado à shampu, e não de sais, infelizmente para nossa pele!) que duravam a tarde toda, shopping, festinhas, filminhos, viagens, shows e - enfim - caça aos homens!
Um dia ela inventou uma aventura na Antártida! "Quero morar lá! Perto das baleias!"
Ai, meu coração! Que dor ficar longe dela por tanto tempo. (Não conte à ela, mas, que bom que ela não foi! Tudo bem uma visitinha ao continente gelado, mas... Morar lá? Ah não! Inadmissível!)
Então, tal como um casamento, entramos em crise. E foram tempos negros. Sangrentos. Doloridos. Profundos. Tempos de afastamento. E crescimento. E amadurecimento.
E quer saber? Percebemos que, diferente de um casamento, nada pode destruir o que 24 anos de amor e DNA uniram. É como diz o ditado: "o que não nos mata, nos torna mais forte". Marcas? Cicatrizes? Ai, meu Deus, amputações?  Sim. Dos dois lados. Mas o importante é que sobrevivemos.
E digo mais! Continuo não podendo imaginar minha vida sem ela. E a recíproca é verdadeira. Né?!




(Acho que essa foto causará nova crise! Fazer o quê se ela reflete nosso espírito?)

3 comentários:

  1. Muito show a história, bacana mesmo.
    A vida é assim mesmo, tempos de criança, várias brincadeiras, depois, só reencontros, o bom é que á cada um, menos uma saudade, kkkkkkkk.
    Muito show o texto.
    Bjão pra ti e pra sua prima. Paz.
    Aí, o dna mostra legal que são primas, pois ela tambem é magrinha, kkkkkk.

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  2. To chorando... snif.. snif!!
    Maldade me fazer ver isso no trabalho... rsrsr
    Q lindooo!!!
    Não sabia q vc tinha ido me visitar no hospital.. q fofa! =)
    Adoreiiiii.. brigadaaaaa (snif) =)
    Essa última foto ta fofa, embora eu esteja bagunçada.. rsrsrs!
    Te amoooooooooooooooooooooo!
    Ass "a trouxinha rosa"

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  3. Ohh que coisa mais meiga meu Deus. Lindo isso e eu sou uma testemunha, msm que tardia, pois só apareci ha 8 anos para testemunhas a relação linda de vcs e ahn, nesses tempos aí turbulentos, eu cansei de tentar mostrar o óbvio pras duas, mas que no momento, elas não conseguiam ver, mas que no fundo sentiam: VCS SAO ETERNAS UMA P/OUTRAAAA...NAO ADIANTAAAA...

    PS: Aninha (nao conte a ela tb), mas eu tb ADOREI que ela não foi morar na Antartida e nao nos abandonou. DINHA,SEU LUGAR É AQUI NO CALOR CARIOCA AO LADO DA GENTEEEEE. HUNPF

    BJSS suas fofinhaaas

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